quinta-feira, 19 de abril de 2007

Notas da Primeira Prova

Alberto Cesar Maia Júnior 3
Alexandre Gallotti 5,3
Alexandre Luis Schreurs Pires 2
Ana Carolina Cerqueira Piacentini 4,6
Anderson Ricardo Ubinha de Sá 5,4
André Mateus Yoshimura 6
André Uhrig Melo 4,6
Armando Salum Abdalla Junior 5,4
Arthur Abib Mattos Nasser 3,6
Beatriz Soares dal Poz 7
Bruna Faria Zanini 2,4
Bruno Outa Gasperini 8,5
Bruno Hofig 6,9
Bruno Rondelli Djanikian 5,5
Celso Henrique Martins Silva 3,8
César Rodrigues Lobo 7,3
Daniel Duarte Utsch 3
Daniel Fleury Van Der Molen 5,7
Daniel Yutaka dos Santos Hayashi 7,4
Daniela de Abreu Carbinato 8,4
Diego Gottsfritz Oliveira Paluri 5
Eder Vieito Silva 5,6
Eduardo Albuquerque de Oliveira 1
Elaine Aparecida Salvador 4,1
Elaine Teixeira dos Santos 5,7
Felipe Borim Villen 5,7
Felipe Lopes Rezende 3,5
Felipe Tsuyoshi Matsumoto 6,9
Felipe Ventura dos Santos 2,3
Fernando Pai 7
Fernando Pedro Silva Santos 6,5
Fernando Vizotto Galvão 7,7
Flávio A. de Stefani Machado 5,5
Flora de Assumpção Meirelles 8,5
Gabriel Ferraz Aidar 8,6
Gady Saiovici 2,8
Guilherme dos Santos Moda 7,3
Guilherme Oliveira Mica 6,2
Gustavo Arruda Rafael da Silva 4
Gustavo Bueno Garcia 6,2
Gustavo Parra de Andrade 5,3
Hélio Magalhães de Souza 3,1
Iderley Colombini Neto 7,8
João Paulo de Barros Improta 7,6
João Thayro Vilela Barbosa 4
Julio de Oliveira Silva 4,6
Jurandir Gonçalves Ferreria 7,5
Karen Kemely Mussi Mhereb 4,9
Leonardo André Paes Muller 7,5
Lucas Lima Freire 8,1
Luiz Gustavo Vieira de Barros 6
Luiza Sidonio Rodrigues 5,5
Manuel Mário da Costa 6,5
Manuela de Moraes Czinar 7,1
Marcelo Augusto de Souza Neves 3
Marcelo Juliano Cardoso Pinheiro 6,2
Marco Antonio B. Carvalho de Brito 7,4
Maurício Dall'Agnese 5,5
Nathalia Nogueira Marques 6
Nathalie Christine Gimenes 6,3
Nicolas Israel Lezcano Benitez. Lez....... 5
Pedro Miguel Olea de Souza e Silva 8,7
Rafael Alvarez Basso 9,5
Rafael Campos Bistafa 4,6
Rafael de Godoy Oliveira de Andrade 7,2
Rafael Murgi 5,7
Ricardo Henrique Sasseron 5,2
Ricardo Pires Souza Santos 5,8
Rogério Martins de Araujo 6,2
Suzi Mie Nishimura 6,6
Tarik Laiter Migliorini 3,9
Thiago Callegari Leme Duarte 6
Thiago Capucci Macruz 7,8
Vanessa Cristina Pereira Gomes 7,8
Victor Hugo Mahmoud Cimatti 5
Vinicius Amaro e A.de Morais Souza e Silva 3,3
Vinícius Prado Baptista 7,8
Vivian Alvarengo Augusto 4,6

Média 5,724358974
Desvio Padrão 1,809081413

terça-feira, 17 de abril de 2007

160407 Oitava Aula

160407 Oitava Aula

O que é dinheiro? Capitulo 17 da Teoria Geral do Emprego e da Renda.

A-- Introdução
1) Nesta aula e nas seguintes, discutimos o que é exatamente dinheiro. Na aula de hoje, apresentamos a “economia do dinheiro” e nas seguintes, a sociologia, a arqueologia e a semiologia do dinheiro.
2) A aula se baseia no capítulo 17 do Keynes e no artigo do Kaldor que critica Keynes citado na bibliografia.
3) Dinheiro é o ativo mais líquido da economia. Convencionalmente nas estatísticas é medido como a soma dos depósitos a vista mais papel moeda em poder do público.
4) Precisamos definir o que é liquidez e depois entender o que faz com que o dinheiro seja líquido.
5) Liquidez é uma característica dos ativos ou bens. Um ativo é tanto mais líquido quanto mais rapidamente atinge o preço de venda de mercado esperado pelo vendedor, depois de anunciada a decisão de vender. Assim, um apartamento é pouco líquido pois o preço de venda atinge o preço esperado muito lentamente. É preciso encontrar o comprador que queira um apartamento com as características particulares e especiais do apartamento, o que leva tempo. Um automóvel usado é mais líquido pois depois de anunciada a venda, atinge rapidamente o preço de mercado. O dinheiro é o ativo mais líquido, pois é negociado sempre ao mesmo preço, independentemente do tempo de espera após o anúncio. Cinco reais valem sempre cinco reais
6) Por que o dinheiro é tão líquido? A resposta pode ser antecipada. Porque os salários nominais, isto é, expressos em moeda corrente, são rígidos. Os salários são o componente universal e importante na formação de todos os preços, Se são rígidos em termos nominais, isto é, quando expressos na moeda corrente de um país, o dinheiro é liquido pois representa um valor compatível com os preços de todos os bens produzidos.
7) Se os trabalhadores exigissem salários rígidos em termos de trigo, o trigo seria escolhido como dinheiro e não o dólar ou o real.
8) Assim, salários nominais rígidos que os clássicos apontavam como a razão para a existência de desemprego, são uma condição lógica de existência do dinheiro. Se os salários nominais fossem flexíveis, não existiria dinheiro.
9) Esta é uma explicação antecipada e simplificada das conclusões do Capítulo 17. Keynes apenas sugere esta explilcação num parágrafo. Mas a sugestão acaba sendo a condição lógica para que o ativo dinheiro seja o mais líquido e usado como moeda, isto é, como meio de pagamentos e reserva de valor.
10) O Capítulo é difícil de compreender e foi criticado posteriormente por Joan Robinson e Kaldor. Vamos tentar simplificá-lo apresentando primeiro a noção de taxas de juros própria que pode ser calculada para qualquer ativo. Keynes calcula a taxa de juros própria para o trigo, logo no início do capitulo. E depois pergunta porque apesar de existirem diferentes taxas de juros-para o trigo, ouro, imóveis , terra e outros ativos duráveis, usamos a taxa de juros do dinheiro como referencial.
11) A taxa de juros do dinheiro é a taxa de juros mais importante porque é a que cai mais devagar. Em equilíbrio todas as taxas de juros devem ser iguais. No curto prazo, igualam-se através de modificações nos preços de cada um dos ativos. No longo prazo, tornam-se iguais pelo aumento ou diminuição da produção de cada um dos ativos. Se a taxa de juros do dinheiro é a que varia menos, acaba sendo a taxa de juros a que tendem as taxas de juros dos demais ativos da economia.
12) Na seção seguinte, mostramos como se calculam as taxas de juros próprias e monetárias de diferentes ativos. Depois, discutimos porque a taxa de juros do dinheiro é a que cai mais devagar.

B-Como calcular taxas de juros para diferentes ativos.


1) Podemos calcular taxas de juros para qualquer produto que seja negociado a termo.
2) Negócios a termo são compras e vendas realizadas hoje a preços fixados em mercados, hoje, para entrega futura. Existe um preço hoje para entrega hoje, preço spot, e um preço futuro, para entrega em data futura. Mas o preço é válido hoje, ainda que seja para entrega futura.
3) O preço futuro não é um preço esperado. É o preço em vigor hoje, que pode ser praticado hoje, mas para entrega de mercadoria futura.
4) Suponha, como no capítulo 17 da Teoria Geral que trigo esteja sendo negociado a 100 para entrega hoje e 107 para entrega daqui a um ano.
5) Posso comprar e vender trigo spot e trigo futuro a preços spot e futuro, pagos e recebidos hoje.
6) Se comprar trigo spot, gasto 100 agora e vendo trigo futuro a 107. Tenho em estoque 100 de trigo para entregar daqui a um ano a 107.
7) Quaisquer que sejam os preços do trigo daqui a um ano, o que eu vendi está vendido ao preço de 107. Não corro risco de variação de preço do trigo. Se o preço aumentar ou cair não ganho nem perco em relação a operação realizada.
8) No caso desta operação-- comprar trigo spot e vender trigo futuro, estou vendido em trigo futuro a 107.
9) A taxa de juros do trigo vendido é 107. Se a taxa de juros monetária for de 5% a.a., ganho 2% de retorno, pois apliquei 100 que poderiam render 5% e rendem 7%. Vale a pena ficar vendido em trigo, isto é, vender trigo futuro a 107.
10) A taxa de juros 107/100 é chamada taxa de juros própria do trigo. A taxa de juros 107/100(100/105)=2% é chamada taxa de juros monetária própria decorrente de ficar vendido em trigo.
11) O fluxo de caixa desta operação pode ser descrito assim:
a) vendi trigo futuro-- entra 107 no caixa.
b) comprei trigo spot na mesma quantidade-- sai 100 de caixa. (Não corro risco de variação no preço do trigo, pois tenho para entregar o trigo que vendi) .
c) apliquei 100 na compra de trigo spot-- sai 100 do caixa d) daqui a um ano recebo o dinheiro com juro-- entra 105 no caixa.
e) Resultado-- +107-100+100-105= 2%
12) Se vendesse trigo spot e comprasse trigo futuro-- a operação é chamada ficar comprado em trigo--os resultados seriam invertidos. A taxa de juros do trigo vendido spot seria 100/107=-7%. O retorno do dinheiro obtido com a venda do trigo spot 100 renderia 105 e o ganho final seria 100/107(105/100)=-2%.
13) O fluxo de caixa da operação ficar comprado em trigo seria:
a) venda de trigo spot= entra 100 no caixa
b) aplicação do dinheiro a taxa de 5%$=sai 100 do caixa
c) compra trigo futuro= sai 107 do caixa
d) retorno do dinheiro aplicado=entra 105 no caixa
e) resultado=+100-100-107+105=-2%

14) Se o preço futuro do dólar no mercado futuro no Brasil for 107 enquanto o preço spot for 100 e a taxa de juros monetária for 5%, vale a pena ficar vendido em dólar, isto é, vender dólar futuro (tomar dólares emprestados para pagar no futuro) e aplicar em reais. A taxa de juros de uma economia aberta com mobilidade de capital leva em consideração o preço da moeda estrangeira no mercado spot e no futuro. Se a taxa de juros for menor do que 7%,haverá entrada de dólares (tomada de empréstimos em dólar), se for maior, haverá saída de dólares, se for exatamente 7% não haverá nem entrada nem saída.
15) Regra geral: vale a pena ficar vendido nas mercadorias cuja taxa própria de juros for maior do que a taxa monetária própria e vale a pena ficar comprado nas mercadorias cuja taxa própria de juros for menor do que a taxa monetária própria.
16) Suponha que o preço spot represente o custo marginal corrente, isto é, de curto prazo. E que o preço futuro represente o preço normal de equilíbrio, isto é, o custo marginal de longo prazo.
17) Suponha que o preço dos apartamentos a venda no mercado seja 100. E que o preço de longo prazo do apartamento seja 107 enquanto a taxa de juros monetária continua 5%. Vale a pena comprar apartamentos para venda no futuro?
18) a) Compra de apartamento a ser entregue no futuro=sai 107 do caixa (o custo marginal de construção de um novo apartamento)
b) Venda de apartamentos na planta (spot- o preço de mercado atual )= entra 100 no caixa
c) Aplicação do dinheiro da venda do apartamento hoje =sai 100 do caixa.
d) Recebimento do dinheiro aplicado =entra 105 no caixa.
e) Resultado: -107+100-100+105= -2
19) Se o preço de mercado atual for menor do que o preço de longo prazo e se a taxa de juros for menor do que diferença entre estes dois preços não vale a pena construir apartamentos para vender. É melhor vender apartamentos já construídos, ou seja, comprar apartamentos agora e vendê-los no futuro.
20) Regra geral: só são produzidos os bens cujo preço corrente é maior do que o preço de longo prazo, ou o preço spot maior do que o preço futuro, relativamente a taxa de juros monetária.


C - Por que usamos a taxa monetária de juros como base de comparação para outras taxas de juros de outros produtos?


1) Sempre que se maximiza uma função de várias variáveis, igualamos a derivada da função para cada variável, ou seja, igualamos os valores das funções marginais.
2) Na teoria cardinal do consumidor, igualamos a utilidade marginal de cada produto consumido a utilidade marginal da renda , que supomos constante. Assim, a utilidade marginal de cada produto é em equilíbrio igual a utilidade marginal da renda, que é a utilidade marginal constante, ou a que cai mais devagar.
3) No caso de um monopolista que venda seus produtos em diversos mercados separados, a regra de maximização da receita total é igualar a receita marginal de cada mercado a receita marginal que cai mais devagar, ou aa receita marginal do mercado cuja demanda seja mais elástica. Se vender também em um mercado de concorrência perfeita onde a receita marginal é igual a receita média, ou a um preço dado e independente da quantidade de suas vendas, a regra é igualar a receita marginal de cada mercado a este preço, ou a esta receita marginal que cai mais devagar.
4) Assim, de forma geral, a variável que determina o valor das demais varíáveis marginais é aquela que cai mais devagar.
5) Se utilizamos a taxa de juros monetária como regra de comparação para as outras variáveis deve ser porque a taxa monetária de juros é a que cai mais devagar.
6) A questão é explicar porque a taxa de juros monetária é a que cai mais devagar.
7) A explicação do Capítulo 17 para o fato de as taxas de juros monetárias serem as que caem mais devagar baseia-se no fato de que a oferta de moeda é absolutamente inelástica, porque a quantidade de dinheiro não é fixada em função da sua taxa de retorno. E porque a elasticidade de substituição do dinheiro com relação a outros ativos financeiros é muito baixa. Ouro e terra poderiam ser utilizados como dinheiro pois também tem elasticidade de oferta baixa ou nula e elasticidade de substituição muito pequena.
8) A explicação não é satisfatória.
9) Keynes afirma também em um parágrafo deste capítulo que para existir moeda é necessário que os salários nominais sejam rígidos. A moeda é líquida apenas por que os trabalhadores recebem os seus salários em termos de dinheiro. Se quisessem receber os seus salários em unidades de trigo ou de cestas básicas, seriam as cestas básicas que seriam a moeda.
10) Assim, o salário nominal rígido que era uma “imperfeição” de mercado no caso dos clássicos passa a ser uma condição lógica para a existência de moeda no caso do capitulo 17.
11) A partir deste parágrafo aparecem explicações muito mais convincentes sobre a lentidão relativa da queda da taxa de juros monetária em relação a outras taxas de juros. Apresentamos abaixo a explicação dada por Kaldor.

D - A explicação de Kaldor.
1)Keynes afirma que a taxa de retorno de cada ativo é composta por sua produtividade marginal ou rendimento dado por q; o custo de carregar ou manter o ativo dado por c e um premio de liquidez dado por l. O retorno esperado portanto é dado por q-c+l.

2) A máquina tem retorno q-c
O trigo tem retorno – c
A moeda tem retorno l.

3) Kaldor modifica a definição e no lugar de atribuir um premio de liquidez, fala em um desconto de liquidez e assim a taxa de retorno total é dada por q-c-l

4)Vantagem sobre esquema de Keynes: vários ativos com retorno diferente, digamos 10% 8% e 2% , sendo 2% moeda. Quanto é o prêmio de liquidez do Keynes? Pode ser 6 ou 8 . Para ele,o primiero ativo teria um l de 8, o segundo de 6.

5)Kaldor assume que para ativos reproduziveis, pe é preço de oferta normal e constante no longo prazo e pc é o preço corrente. Então, ativo só será produzido se pc for maior do que preço normal de longo prazo

6) Então , considerando variação de preços, taxa de retorno total do ativo é dada por a+q-c-r onde a=(pc-pe)/pc
Existem ativos cuja taxa de retorno é igualada a dos outros por variação de q-c e ativos cujo retorno é igualado por variações de a. No longo prazo, sempre variações de q-c. No curto prazo, variações de a


7) No exemplo do trigo de Keynes
preço spot 100
preço futuro 107
taxa de juros monetária 5%
a=-7%
taxa monetária propia : a+(q-c)-r=-2%

o que é -2% ?
taxa de juros de empréstimo expresso em trigo. Vale a pena tomar empréstimos, ficar vendido em trigo, poque a taxa de juros é negativa. No Kaldor, a taxa do trigo é negativa, diferença não relevante com relação ao Capítulo 17.
vale a pena ficar vendido em trigo e não vale a pena produzir trigo
vale a pena dever trigo e não produzir trigo,ter trigo no passivo , dever trigo, e não no ativo.
só ativos com a>0 serão produzidos, isto é, cujo preço corrente é maior do que o preço normal de longo prazo.

8) Keynes – taxa de juros da moeda é a que cai mais devagar
cai mais devagar porque quantidade cresce mais devagar
entào ouro e terra poderia fazer papel de moeda.

9) para Kaldor- isto verdade se elasticidade expectativas for menor do que 1, isto é, pc sobe, pe sobe menos do que proporcionalmente, se for maior do que 1 ,pc sobe hoje e pe sobe proporcionalmente ou mais do que proporcionalmente. Então a taxa de juros da moeda é importante se a variar pouco , e a taxa de juros monetária fixa a taxa de retorno dos outros ativos.


10) do que depende elasticidade de expectativas ?
se salário for expresso em moeda, sobe pc, pe sobe igual porque w nominal vai subir e todos os preços vão subir igualmente. O a do dinheiro não varia muito no curto prazo.
se salário for expresso em ouro, sobe pc do ouro, pe sobe igual porque custo de producao de ouro vai subir junto e pe vai subir
mas salário não pode ser expresso em ouro, porque existe outros custos de manutenção do trabalho

11) para terra, mesmo raciocínio
se q da terra, ou seja , rendimento da terra subisse junto com pc, então a da terra seria invariante,então aluguel da terra deveria variar junto com preço da terra.. Isto não acontece, então terra não serve.

12)mesmo no caso da moeda,
se salário nominal fosse rigido em termos de moeda , sobe preço da moeda, pc, sobe pe, e a não cai e taxa de juros propria monetaria da moeda cairia pouco
mas

13) no pleno emprego salário flexivel para cima, e preços podem ser flexiveis, e pode ser que preços dos ativos sejam sticky com relação a seus prorpios precos e não com relação a moeda. Então , pode ser que a taxa de juros mais iimportante seja o nivel geral de taxas de retorno e nao o juros da moeda.

14) portanto, taxa de juros monetária é a relevante se e somente se a moeda for unidade de conta, pois ai, a=o e se q da moeda não cair quando tiver mais moeda.

15) Taxa de juros monetária é a taxa que cai mais devagar e ataxa que determina outras taxas se a moeda for unidade de conta

E - Conclusões

1) Taxa de juros monetária é a que cai mais devagar porque: elasticidade de oferta nula, de substiuição muito baixa e principalmente:
2) porque quando seu preço corrente cai, preço esperado cae igualmente se elasticidade de expectativa for menor do que 1.
3) liquidez da moeda depende de os salários nominais serem rigidos em termos de moeda.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

090407 Sétima Aula

110407 Sétima Aula

Uma aritmética monetarista desagradável: expectativas racionais.

1) A partir dos anos 70, os Estados Unidos estavam envolvidos com a Guerra do Vietnã, o impeachment do Presidente Nixon, depois do caso Watergate, o movimento da contracultura com manifestações de rua contra a guerra e a discriminação racial. Era a época da guerrilha urbana, dos hippies, da droga, dos Panteras Negras, dos seqüestros de personalidades, da insegurança e pobreza nos centros urbanos das grandes cidades.
2) Em 1974, a OPEP, recém criada, eleva os preços do petróleo em 400%. Em 1979, os preços do petróleo são elevados novamente, o segundo choque do petróleo. Os países produtores de petróleo acumulam grandes reservas de dólares que são reemprestados pelos bancos americanos principalmente para os países da América Latina.
3) O governo brasileiro lança o II Plano Nacional de Desenvolvimento com investimentos pesados em uma nova onda de substituição de importações (bens de capital, matérias primas básicas como siderurgia e petroquímica, mineração, eletricidade e petróleo). Estes investimentos são financiados por dívidas em dólares usados para financiar o déficit do balanço comercial causado pelo preço elevado do petróleo. A economia brasileira cresce 6% a.a. apesar da recessão internacional. A inflação brasileira que se reduzia desde 1964 e chegava a 20% a.a. pula para 40% a.a. O país passa a racionar o consumo de gasolina que não é vendida durante os fins de semana, até a tarde dos domingos. Mais tarde, tem início o Proálcool com a introdução do etanol como combustível para automóveis.
4) A economia americana começa a apresentar taxas de inflação E taxas de desemprego crescentes. A curva de Philips estaria se deslocando para a direita.
5) Os monetaristas argumentam que a curva de Philips é um fenômeno de curto prazo. No curto prazo, mais inflação pode reduzir o desemprego, mas logo, trabalhadores e empresários “aprendem” como funciona a taxa de inflação e reagem adequadamente. Em prazo maior, a curva de Philips é vertical e a economia tende a taxa “natural” de desemprego. Que será chamada de NAIRU (non accelerating inflation rate of unemployement ou desemprego compatível com taxa estável de inflação).
6) O mercado financeiro internacional se desenvolve rapidamente desde os anos 60 com o aparecimento do mercado de eurodólar (mercado financeiro que usa o dólar como unidade de conta mas localizado na Europa e livre das regulamentações nacionais). Veja “Fear of Finance” , resenha da Economist citada na lista de leitura.
7) É o fim da era neoclássica ou keynesiana. Inicia-se a hegemonia do pensamento clássico, monetarista ou novo clássico. E a época da chamada globalização financeira.
8) Em 1979, Reagan assume o governo. Logo no início, enfrenta greve de controladores de vôo a que reage violentamente com demissão de todos os controladores. A reação governamental marca o ínício do enfraquecimento dos movimentos sindicais americanos que depois acontece no mundo inteiro.
9) Assim que assume, Reagan reduz impostos e aumenta o déficit público apesar dos cortes de gastos, particularmente na área social. O Federal Reserve eleva as taxas de juros para combater a inflação resultante do déficit público. A elevação dos juros torna os países da América Latina insolventes e ameaça de falência os bancos americanos, maiores credores da divida externa latina americana. Em 1982, na reunião do FMI no México, os bancos param de emprestar para a maioria dos paises latinoamericanos. As dívidas são renegociadas por comitês de bancos e pelo FMI. Os bancos americanos não podem lançar como débitos não cobráveis as dividas que possuem, sob o risco de irem à falência.
10) O artigo do Sargent trata da ineficácia da política monetária para combater a inflação quando há descoordenação entre as políticas monetárias e fiscal.
11) Friedman havia afirmado que a política monetária é capaz de controlar apenas a taxa de inflação. A taxa de juros real, o emprego e a taxa de crescimento da economia são dados e invariantes face a política monetária. A política monetária deveria apenas controlar o crescimento da base monetária que determina a taxa de inflação.
12) Sargent argumenta que no caso de falta de coordenação entre política monetária e fiscal (o caso da política econômica do Reagan de grandes déficits e taxas de juros muito altas), a política monetária não conseguiria controlar nem a taxa de inflação. Por isto é que o artigo se chama uma “aritmética monetarista desagradável”.
13) O argumento do Sargent pode ser resumido assim: se a taxa de juros real é fixada em nível maior do que a taxa de crescimento do produto, mais dia ou menos dia, esta dívida terá que ser monetizada. Se o público sabe que a dívida vai ser remonetizada, a inflação esperada no futuro será maior—mais base monetária , num modelo simples onde a demanda de moeda é dada pela Teoria Quantitativa da Moeda—implicará em mais inflação quando a dívida for resgatada por emissão de mais base ou mais moeda. Se a inflação esperada for maior no futuro, o público se livra da moeda imediatamente e a inflação sobe imediatamente.
14) As expectativas são racionais, isto é, baseiam-se no conhecimento completo do modelo macroeconômico que determina o comportamento da economia. No caso do artigo do Sargent, como a demanda de moeda é do tipo clássico, mais moeda significa mais inflação no futuro e mais inflação corrente. Nos modelos anteriores, do Friedman e do Cagan, que veremos nas aulas de hiperinflação, as expectativas eram determinadas pelo passado (expectativas defasadas) e especificadas como uma média ponderada das inflações passadas. Agora, as expectativas são formadas pelo conhecimento total do modelo. Os “agentes econômicos” reagem como se conhecessem o modelo macro da economia. É por isto que a política monetária passa a ser ineficaz.
15) A política monetária só produz efeitos sobre a produção e a renda se for inesperada, desconhecida pelos agentes, se for uma surpresa a qual não podem se adaptar.
16) O artigo é um clássico dos modelos de expectativas racionais. Com a hipótese de expectativas racionais, a economia passa a ser um “jogo” entre agentes econômicos e autoridades econômicas. Ambos conhecem o mesmo modelo e reagirão à política monetária imediatamente.
17) Noutra linha, aparecem os efeitos ricardianos. Os déficits públicos de hoje, geram expectativa de maiores impostos no futuro, destinados a cobrir este déficit. Estes impostos maiores são imediatamente descontados da renda permanente e reduzem o consumo corrente. A política fiscal passa a ser ineficaz também se os maiores gastos governamentais forem compensados por rendas permanentes menores e gastos menores de consumo do setor privado.
18) Assim, políticas monetárias e fiscais passam a ser menos capazes de alterar o ritmo de crescimento da economia ou da taxa de inflação.
19) Para os economistas novos clássicos, a instabilidade da economia capitalista resulta de movimentos reais inevitáveis (inovações tecnológicas, mudanças nos hábitos e na composição do consumo, eventos climáticos ou naturais) ou da tentativa do governo de aumentar o emprego acima da taxa NAIRU. Resgata-se o pensamento conservador. A economia deve ficar livre da intervenção do governo que apenas aumenta a instabilidade da economia. Mas o pensamento conservador volta renovado, mais radical e com argumentos mais fortes sobre a ineficácia das políticas keynesianas.
20) A idéia de expectativas racionais levanta vários problemas de método. Supomos que os “agentes” (não são mais trabalhadores e capitalistas, mas agentes, isto é, o trabalhador é também capitalista e o capitalista, trabalhador) usam o mesmo modelo que os economistas e as autoridades. Mas qual é este modelo? Clássico, ou keynesiano? Por outro lado, num mundo onde as finanças tem papel predominante, isto é, onde a bolsa de valores e os mercados financeiros são muito importantes, o modelo de expectativas racionais é um bom modelo. Rendimentos dependem do que os outros dependem do que venha acontecer. E não do que realmente acontece, pois o que realmente acontece pode tardar muito a acontecer. Num mundo onde a especulação é importante, as expectativas racionais são bom modelo. A questão é saber em que modelo a maioria acredita e quanto tempo leva para a realidade (o lucro prometido) aparecer.
21) Antes, os monetaristas insistiam no controle da taxa de crescimento da quantidade de moeda. Agora, num mundo em que o dinheiro não tem fronteiras e que o dinheiro assume várias formas—dívida pública de curto prazo, derivativos, e várias moedas—o controle monetária passa a ser sobre a taxa de juros
22) O artigo do Sargent levaria a conclusão de que a taxa de inflação brasileira deveria ser alta apesar das taxas de juros elevadas. Como a taxa de juros real tem sido de 10% a.a. enquanto a taxa de crescimento tem sido de 3% a.a. em média, nos últimos doze anos, o público deveria esperar que a dívida viesse a ser monetizada no futuro próximo, o que causaria um aumento na inflação esperada e na inflação corrente. Por isto é importante que a dívida pública tenha uma trajetória projetada de redução.
23) Um raciocínio de expectativas racionais também tem conseqüências importantes para a política cambial. O Banco Central compra dólares financiando estas compras com emissão de dívida pública. Se a dívida pública for vista como lastreada nas reservas do Banco Central, a compra de dólares em troca de dívida não alteraria a taxa cambial se a dívida for vista como ativo substituto dos dólares comprados. Assim, a taxa cambial não se reduziria pela intervenção do Banco Central.