260207 Primeira Aula
I- Introdução: o curso analisará teoria monetária e as reformas monetárias brasileiras. Teoria monetária apresentada como uma tensão entre diferentes pontos de vistas como banking school e currency school, clássicos e keynesianos, monetaristas e neo clássicos e assim por diante. Tensão pode ser expressa em termos do conceito de moeda. “O homem trabalha para viver ou vive para trabalhar?”.
II- Curso de Macroeconomia: macroeconomia vê a economia como um agregado, um produto nacional—plástico, flexível de forma que pode ser consumido ou investido, exportado ou importado, apropriado pelo governo ou pelo setor privado.
III- Modelo macroeconômico considera apenas 3 produtos: o produto nacional, trabalho e dinheiro. Diferente de modelo de equilíbrio geral. Perspectiva possível apenas em
a. Economia cuja curva de possibilidade de produção tem derivada segunda quase constante ( reta ou quase reta), isto é, quando os custos de alteração da combinaçào de produtos varia muito pouco. Economia onde a oferta é flexível e as alterações microeconômica não são importantes.
b. Economia próspera—a sobrevivência não é mais a preocupação principal. Não se pode fazer macroeconomia para economias primitivas—populações pré históricas, tribos.
c. No Brasil do século XIX, a macroeconomia precisava analisar em separado o mercado de café, que representava grande parcela da produção total. Cobre no Chile, petróleo, nos países da OPEP, “república de banana” no século XIX e XX na América Central. Macroeconomia especial com destaque para um produto.
d. Macroeconomia é possível apenas em economias capitalistas.
e. Dinheiro é , em primeira definição, o representante geral do valor, poder de compra de qualquer coisa, o pib, sem que os preços relativos afetem o seu valor. Ë um título de crédito que dá direito a pedaços do PIB. Mas é preciso que o PIB seja como o de uma economia rica. Do contrário será o poder de compra de café, ou de petróleo apenas. Em Chicago, a disciplina Macro é chamada Moeda, muito apropriadamente.
f. Tema principal da macro—desemprego e inflação. Desemprego, uma contradição numa economia que enfrenta a escassez. Inflação , anomalia da moeda.
IV- O modelo IS- LM.
a. resumo pedagógico do modelo keynesiano e clássico.
b. Criticado mas é a base pedagógica que orienta todos os cursos de macro.
c. Consideramos matéria já conhecida dos alunos.
d. O modelo IS- LM e a distinção entre clássicos e keynesianos.
e. O modelo IS- LM em economia aberta: taxas de câmbio fixas.
f. O modelo IS- LM em economia aberta : taxas de câmbio flutuantes.
domingo, 18 de fevereiro de 2007
Lista de Leituras e Programa de Aulas
UNIVERSIDADE de SÃO PAULO
FACULDADE de ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO e CONTABILIDADE
DEPARTAMENTO de ECONOMIA
ECONOMIA MONETÁRIA –MOEDA E BANCOS EAE-313
Primeiro Semestre de 2007
Prof. João Sayad
O curso tem como objetivo analisar a questão monetária apresentando as principais linhas de debate: antes os clássicos, Marx e Keynes e depois monetaristas, neoclásicos, poskeynesianos e novos clássicos. A segunda parte do curso analisa a questão inflacionária e as reformas monetárias brasileiras do periodo 1986-1994.
I – Revisão 26 de fevereiro
1. A moeda no modelo IS-LM.
2. Moeda nos clássicos e em Keynes.
3. Política Monetária em Economia Aberta.
II – Revisão. (2 aulas) 28 de fevereiro
1. O sistema bancário e o processo de criação de moeda.
2. O Banco Central.
Livros textos de Macro I
• Mankiw, N. Gregroy - Macroeconomics (Worth Publishers Inc: NY,1992), lançado agora em português pela Editora LTC.
• Dornbusch, Rudiger e Fischer, Stanley – Macroeconomia, Quinta Edição ( Makron Books Editora, 1991).
• The Economist, "Fear of Finance", September, 19th, 1992.
• Tobin, James - Commercial Banks as Creators of “Money”, in Essays in Economics, vol.1, Macroeconomics, (Markham Publishing Company: Chicago,1971).
III - Monetaristas e Neoclássicos. (8 aulas) = 5, 7,12, 14, 19, 21, 26, 28 de março (a prova é dia 9/4)
1. Friedman : a volta da Teoria Quantitativa da Moeda.
2. Friedman :A política monetária independente.
3. Tobin: Moeda como um ativo financeiro
4. Tobin: Política Monetária e Política Fiscal
5. Modelo de Crescimento com Moeda.
• Friedman, Milton - "The Quantity Theory of Money - A Restatement” in Monetary Theory and Policy, ed. by Richard Thornton (Random House New York: 1968) e Studies in the Quantity Theory of Money, (Chicago University Press, 1956).
• Bailey, M. J. - "The Welfare Cost of Inflationary Finance", Journal of Political Economy, abril 1956, vol. 64, pp. 93-110.
• Tobin, James - “Money, Capital and Other Stores of Value“, American Economic Review ( Papers and Proceedings ), 51, May 1961.
• Tobin, James – “Money and Economic Growth”, in Macroeconomics, (Markham: Chicago,1971).
IV - Expectativas Racionais e Novos Clássicos. (2 aulas) = 12 e 16 de abril
1. A ineficácia da política monetária.
2. Aritmética Monetarista Desagradável.
• Sargent, T.J. - "Some Unpleasant Monetarist Arithmetic". Quarterly Review 5, Federal Reserve Bank of Minneapolis, 1983, p. 1-17 incluido em Sargent, T.J., Rational Expectations and Inflation, 2nd ed. Nova Iorque, Harpert Collings College Publishers, 1993.
V - O que é moeda ? (8 aulas) = 18 e 23 de abril e 02, 07, 09, 16, 21, 23 de maio
1. O período dourado da Teoria Quantitativa da Moeda.
2. Moeda em Marx.
3. Moeda em Keynes.
4. A violência da moeda.
5. A filosofia da moeda.
6. A arqueologia da moeda.
• Sayad, João - O dinheiro é um mito. Mimeo.
• Sayad, João - O Dólar e o Sistema Financeiro Internacional. Editora Publifolha: S.Paulo. 2001.
• Keynes, J.M. - Teoria Geral do Emprêgo e da Renda, Capitulo 17.
• Mac Kinnon, Ronald - "Optimum Currency Areas", American Economic Review, vol.53, pp.717-724, reproduzido em International Finance ed. por R.N.Cooper (Penguin Modern Economics Readings: Maryland, 1969).
• Friedman, M. - "The Island of Stone Money". in Friedman, M., Money Mischief.
• Polanyi, Karl - Primitive, Archaic and Modern Economies, ed. by George Dalton, Anchor Books, Doubeday Cy.Inc: Garden City, N.Y. 1968 Expositor:
• Aglietta, Michel e Orlean, André - A Violência da Moeda, (Brasiliense: 1990), Caps. 1,2 e 3 (ver pagina 17).
VI - Inflação. (4 aulas) 28 de maio e 04, 06, 11 de junho
1. A hiperinflação alemã.
2. A crise de 1930.
• Kindlleberger, Charles P. - A structural view of the German Inflation, in Keynesiams vs. Monetarism and Other Essays in Financial History, (George Allen & Unwin: London, 1986).
• Cagan, P. - "The Monetary Dynamics of Hyperinflation" in Friedman, M., editor Studies in the Quantity Theory of Money. Também em Beluzzo,ed. Hiperinflação, Algumas Experiências (Paz e Terra, 1988).
• Franco, Gustavo H.B. - " Hyperinflations - The experience of the 20s reconsidered ", Tese de Doutorado, Harvard University, 1986. Mimeo. Caps. 2, 4, 6 e 7. ATENÇAO: COPIA de 89, DIFERENTE DA TESE de 86.
• Eichengreen, Barry - Golden Fetters, Introdução, (Oxford University Press, 1992).
VII - Inflação brasileira. (4 aulas) = 13 de junho
1. Monetaristas versus estruturalistas
2. Correção monetária
3. Os planos de reforma monetária.
• Fiori, José Luiz - “Globalização, Hegemonia e Império” em Tavares, Conceição e Fiori (organizadores) Poder e Dinheiro, Editora Vozes, Coleção Zero a Esquerda : Petrópolis, 1997.
• Brainard, W. e Lovel, Michael, "Some Simple Propositions Concerning Cost Push Inflation", American Economic Review, vol.56, nº 4, September 1966.
• Olivera, Julio H.G. - " Inflacion Estructural y el Estructuralismo Latinoamericano", Oxford Economic Papers ,vol. XVI, nº.3, nov. 1964, pp.331-352.
• Pastore, A.C. - "Reforma Monetaria, Inércia e Estabilização", mimeo, sem data.
VIII - A Política Monetária do Plano Real (2 aulas) = 18 de junho
.
• Barros de Castro, Lavinia - História Precoce das Idéias do Plano Real, Tese de Mestrado apresentada a UFRJ, 1999, Mimeo.
IX - O regime de metas de inflação. (2 aulas) =20 de junho
• Oreiro, José Luiz e Rocha, Marcos, A Experiência Internacional com Regimes de Metas de Inflação: um estudo com painel dinâmico.
CALENDÁRIO ESCOLAR
Primeira Prova – 9 de abril ( peso 3).
Segunda Prova – 14 de maio ( peso 3).
Terceira Prova – 25 de junho ( peso 4).
Dúvida e solicitações podem ser encaminhadas ao e-mail jsayad@attglobal.net com cópia para frossetti@fipe.org.br.
FACULDADE de ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO e CONTABILIDADE
DEPARTAMENTO de ECONOMIA
ECONOMIA MONETÁRIA –MOEDA E BANCOS EAE-313
Primeiro Semestre de 2007
Prof. João Sayad
O curso tem como objetivo analisar a questão monetária apresentando as principais linhas de debate: antes os clássicos, Marx e Keynes e depois monetaristas, neoclásicos, poskeynesianos e novos clássicos. A segunda parte do curso analisa a questão inflacionária e as reformas monetárias brasileiras do periodo 1986-1994.
I – Revisão 26 de fevereiro
1. A moeda no modelo IS-LM.
2. Moeda nos clássicos e em Keynes.
3. Política Monetária em Economia Aberta.
II – Revisão. (2 aulas) 28 de fevereiro
1. O sistema bancário e o processo de criação de moeda.
2. O Banco Central.
Livros textos de Macro I
• Mankiw, N. Gregroy - Macroeconomics (Worth Publishers Inc: NY,1992), lançado agora em português pela Editora LTC.
• Dornbusch, Rudiger e Fischer, Stanley – Macroeconomia, Quinta Edição ( Makron Books Editora, 1991).
• The Economist, "Fear of Finance", September, 19th, 1992.
• Tobin, James - Commercial Banks as Creators of “Money”, in Essays in Economics, vol.1, Macroeconomics, (Markham Publishing Company: Chicago,1971).
III - Monetaristas e Neoclássicos. (8 aulas) = 5, 7,12, 14, 19, 21, 26, 28 de março (a prova é dia 9/4)
1. Friedman : a volta da Teoria Quantitativa da Moeda.
2. Friedman :A política monetária independente.
3. Tobin: Moeda como um ativo financeiro
4. Tobin: Política Monetária e Política Fiscal
5. Modelo de Crescimento com Moeda.
• Friedman, Milton - "The Quantity Theory of Money - A Restatement” in Monetary Theory and Policy, ed. by Richard Thornton (Random House New York: 1968) e Studies in the Quantity Theory of Money, (Chicago University Press, 1956).
• Bailey, M. J. - "The Welfare Cost of Inflationary Finance", Journal of Political Economy, abril 1956, vol. 64, pp. 93-110.
• Tobin, James - “Money, Capital and Other Stores of Value“, American Economic Review ( Papers and Proceedings ), 51, May 1961.
• Tobin, James – “Money and Economic Growth”, in Macroeconomics, (Markham: Chicago,1971).
IV - Expectativas Racionais e Novos Clássicos. (2 aulas) = 12 e 16 de abril
1. A ineficácia da política monetária.
2. Aritmética Monetarista Desagradável.
• Sargent, T.J. - "Some Unpleasant Monetarist Arithmetic". Quarterly Review 5, Federal Reserve Bank of Minneapolis, 1983, p. 1-17 incluido em Sargent, T.J., Rational Expectations and Inflation, 2nd ed. Nova Iorque, Harpert Collings College Publishers, 1993.
V - O que é moeda ? (8 aulas) = 18 e 23 de abril e 02, 07, 09, 16, 21, 23 de maio
1. O período dourado da Teoria Quantitativa da Moeda.
2. Moeda em Marx.
3. Moeda em Keynes.
4. A violência da moeda.
5. A filosofia da moeda.
6. A arqueologia da moeda.
• Sayad, João - O dinheiro é um mito. Mimeo.
• Sayad, João - O Dólar e o Sistema Financeiro Internacional. Editora Publifolha: S.Paulo. 2001.
• Keynes, J.M. - Teoria Geral do Emprêgo e da Renda, Capitulo 17.
• Mac Kinnon, Ronald - "Optimum Currency Areas", American Economic Review, vol.53, pp.717-724, reproduzido em International Finance ed. por R.N.Cooper (Penguin Modern Economics Readings: Maryland, 1969).
• Friedman, M. - "The Island of Stone Money". in Friedman, M., Money Mischief.
• Polanyi, Karl - Primitive, Archaic and Modern Economies, ed. by George Dalton, Anchor Books, Doubeday Cy.Inc: Garden City, N.Y. 1968 Expositor:
• Aglietta, Michel e Orlean, André - A Violência da Moeda, (Brasiliense: 1990), Caps. 1,2 e 3 (ver pagina 17).
VI - Inflação. (4 aulas) 28 de maio e 04, 06, 11 de junho
1. A hiperinflação alemã.
2. A crise de 1930.
• Kindlleberger, Charles P. - A structural view of the German Inflation, in Keynesiams vs. Monetarism and Other Essays in Financial History, (George Allen & Unwin: London, 1986).
• Cagan, P. - "The Monetary Dynamics of Hyperinflation" in Friedman, M., editor Studies in the Quantity Theory of Money. Também em Beluzzo,ed. Hiperinflação, Algumas Experiências (Paz e Terra, 1988).
• Franco, Gustavo H.B. - " Hyperinflations - The experience of the 20s reconsidered ", Tese de Doutorado, Harvard University, 1986. Mimeo. Caps. 2, 4, 6 e 7. ATENÇAO: COPIA de 89, DIFERENTE DA TESE de 86.
• Eichengreen, Barry - Golden Fetters, Introdução, (Oxford University Press, 1992).
VII - Inflação brasileira. (4 aulas) = 13 de junho
1. Monetaristas versus estruturalistas
2. Correção monetária
3. Os planos de reforma monetária.
• Fiori, José Luiz - “Globalização, Hegemonia e Império” em Tavares, Conceição e Fiori (organizadores) Poder e Dinheiro, Editora Vozes, Coleção Zero a Esquerda : Petrópolis, 1997.
• Brainard, W. e Lovel, Michael, "Some Simple Propositions Concerning Cost Push Inflation", American Economic Review, vol.56, nº 4, September 1966.
• Olivera, Julio H.G. - " Inflacion Estructural y el Estructuralismo Latinoamericano", Oxford Economic Papers ,vol. XVI, nº.3, nov. 1964, pp.331-352.
• Pastore, A.C. - "Reforma Monetaria, Inércia e Estabilização", mimeo, sem data.
VIII - A Política Monetária do Plano Real (2 aulas) = 18 de junho
.
• Barros de Castro, Lavinia - História Precoce das Idéias do Plano Real, Tese de Mestrado apresentada a UFRJ, 1999, Mimeo.
IX - O regime de metas de inflação. (2 aulas) =20 de junho
• Oreiro, José Luiz e Rocha, Marcos, A Experiência Internacional com Regimes de Metas de Inflação: um estudo com painel dinâmico.
CALENDÁRIO ESCOLAR
Primeira Prova – 9 de abril ( peso 3).
Segunda Prova – 14 de maio ( peso 3).
Terceira Prova – 25 de junho ( peso 4).
Dúvida e solicitações podem ser encaminhadas ao e-mail jsayad@attglobal.net com cópia para frossetti@fipe.org.br.
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